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segunda-feira, 17 de março de 2014

Os Solstícios e os Equinócios

 
 
 
 
Os Solstícios e os Equinócios
«A redenção da Terra, o seu estatuto e a sua função no futuro fazem parte da Obra [alquímica] que compete ao 9.º grau dos Mistérios Menores [9.ª Iniciação Menor]. Este grau é celebrado nas noites de Solstício de Inverno e de Solstício de Verão [meia-noite], pois este ritual não pode ser realizado em nenhum outro tempo. Os solstícios marcam o momento em que a vibração... terrestre é mais elevada, e em que os Raios Cósmicos da Vida Crística estão a entrar profundamente (Solstício de Inverno) ou a sair definitivamente (Solstício de Verão)» (Corinne Heline, New Age Bible Interpretation, vol. V, 5th ed. revised, New Age Press, 1984,. pp. 87-88).

Esta tradição esotérica é confirmada pelos antigos rituais dos Mistérios pagãos, que os Novos Mistérios Cristãos vieram substituir e elevar de grau vibratório. Os historiadores costumam invocar um velho almanaque romano chamado Cronógrafo, do ano 354 d. C., da autoria de Philocalus (autor incerto), também conhecido como Calendário Philocaliano , e que cita o ano 336 como o primeiro em que a Igreja festejou a celebração do Natal em 25 de Dezembro. Na Igreja arménia o dia 25 de Dezembro nunca foi aceite para data do Natal, mantendo-se a antiga tradição Iniciática de celebrar o dia 6 de Janeiro (Dia de Reis), considerado o «12.º Dia sagrado» da tradição mistérica cristã. De acordo com a autora rosacruciana Corinne Heline, o período de 12 dias que decorre após a festividade solsticial do Natal, entre o dia 26 de Dezembro e o dia 6 de Janeiro é um período de profundo significado esotérico e constitui o «coração espiritual» do ano que vai seguir-se: é o lugar-tempo mais sagrado de cada ano que entra, designa-se por «Os Doze Dias Sagrados» e está sob a influência directa das Doze Hierarqias Zodiacais, que projectam sobre o planeta Terra, sucessivamente e durante cada um desses 12 dias, um modelo de perfeição tal como o mundo será quando a obra conjugada das Doze Hierarquias por fim se completar (Corinne Heline, New Age Bible Interpretation, vol. VII: «Mystery of the Christos», 6h printing., New Age Press, 1988,. pp. 8-19).

Segundo alguns historiadores, estaria na associação de Cristo com o «Sol de Justiça» a escolha do Solstício de Inverno para celebrar o «nascimento do Sol invencível», Natalis Solis Invicti, um ritual pagão (Saturnalia) que festejava, com ritos de alegria e troca de prendas, desde o dia 17 de Dezembro e até ao dia 25, o momento em que o Sol «cresce», ou renasce, após o dia ter atingido a sua duração mais curta (21-22 de Dezembro). Com efeito, nessa data o Sol atinge a sua declinação-Sul máxima, cerca de 23º 26’, estacionando nela durante três dias e retomando o «caminho do Norte» a partir do dia 24 ou 25.
A data de 25 de Dezembro era igualmente o data do nascimento do deus Mithra, dos Mistérios Iranianos. Mithra era designado por «Sol de Justiça» — ou melhor. «Sol de Justeza» —, provavelmente por alguma influência do antigo Egipto. Reza uma antiga lenda que Moisés foi instruído e iniciado na grande Escola de Mistérios de Heliópolis, a cidade sagrada perto de Mênfis a que os Egípcios chamavam On ou Annu. Não surpreende, portanto, que o símbolo solar de Râ, o Esplendor Alado, se tenha mantido na tradição hebraica e nas áreas afins do Médio Oriente, como nos testemunha o profeta Malaquias, ao afirmar que «o Sol de Justeza se erguerá com a salvação nas suas asas [ou: nos seus raios]» (Malaquias 3, 20 [4, 2]).
Assim, o percurso solar ao longo do ano marca os «passos iniciáticos» do percurso de Cristo e, ao mesmo tempo, marca os pontos fulcrais da liturgia ao longo do ano, em referência  às «provas» cíclicas por que tem de passar todo o ser humano na sua via evolutiva :
Quando o Sol em 21 de Dezembro entra em Capricórnio (signo regido por Saturno, daí os Saturnalia), os poderes das trevas de certo modo tomam conta do «Dador da Vida», mas dá-se o renascimento após os três dias de «paragem» (sol-stitium = sol + sistere, suster, parar), ou seja, o dia 25 marca o termo do «ciclo solsticial». A partir do dia 26 de Dezembro inicia-se um segundo ciclo de especial significado iniciático: entre o dia 26 de Dezembro (1.º Dia Sagrado) e o dia 6 de janeiro (12.º Dia Sagrado) ocorria a preparação ritual dos catecúmenos que eram baptizados no Dia de Reis (Primeira Iniciação). Estes «Doze Dias Sagrados», que acompanham a fase inicial do renascimento do «Sol Invencível», eram como que um resumo do ano zodiacal seguinte, e, tal como já se referiu, estavam sob a protecção das Hierarquias Celestes que tradicionalmente regem os 12 Signos do Zodíaco.

Aproveitemos para mencionar, antes de prosseguirmos, a razão cosmográfica por que fica o Sol «parado» aparentemente, durante três dias por ocasião dos Solstícios. Tem a ver com as declinações, e não com as longitudes celestes.

Se consultarmos as Efemérides planetárias verificaremos que de uma forma geral e com pequenas variações de ano para ano, o Sol atinge a sua declinação-Norte, máxima (cerca de 23º 26'-Norte) no mês de Junho entre os dias 20-24, e a sua declinação-Sul, máxima (cerca de 23º 26'-Sul) no mês de Dezembro entre os dias 20-24. Como sabemos, a Astrologia funciona em projecção geocêntrica, e a declinação dá-nos a maior ou menor angulação que o astro considerado faz com o Equador, tal como visto da Terra. Assim, à medida que os dias se vão aproximando de Junho, a declinação do Sol vai aumentando: passa de 0º em 21-22 de Março até atingir um máximo de 23º 26' em 20-21 de Junho: então parece que fica «parado» cerca de três dias nos 23º 26' (daí o verbo sistere, que compõe «solstício»), uma vez que estamos a vê-lo em projecção geocêntrica contra o fundo da Esfera Celeste, e a partir do dia 24-25 volta «para trás» e os dias começam a diminuir. Em Agosto, por exemplo, já está nos 17º e depois decresce para 16º, 15º, etc, até que chega novamente aos 0º, ou seja, o momento em que «cruza» o Equador para passar do norte para o sul. Nesta «descida», os 0º ocorrem por volta de 22-23 de Setembro, e neste caso o dia é igual à noite (Equinócio). Em Dezembro ocorre o mesmo fenómeno mas em sentido inverso: quando chegamos ao dia 21 o Sol atinge a declinação-Sul máxima, e fica cerca de três dias «parado» nos 23º 26', até que depois começa a «subir» e os dias vão aumentando a pouco e pouco. Ou seja, no momento do Solstício atinge-se o máximo de «nocturnidade», que dura (em projecção aparente) três dias, iniciando-se o renascimento da Luz a partir de 24-25 de Dezembro.

Em seguida o Sol passa por Aquário, ou Aguadeiro (chuvas; saturnino mas também urânico). Quando chega a Peixes (regido por Júpiter), por altura sensivelmente do Carnaval, é o «adeus à carne» (caro, carnis, vale!), a Quaresma, o jejum, a alimentação a peixe: é um período jupiteriano, ou jovial, mas também neptuniano ou de elevação espiritual, pois, segundo a Astrologia clássica Neptuno, regente do signo Peixes, é o planeta da Divindade, da consciência cósmica, das influências de entidades suprafísicas; é a oitava superior de Mercúrio e o seu raio espiritual é o Azoth (termo técnico designativo do 4.º princípio alquímico, o Espírito Todo-Abrangente), e representa todos os Seres Superiores que ajudam a humanidade desde os planos invisíveis.

A passagem do Sol por Carneiro (regido por Marte) simboliza o cordeiro Pascal, marcial, morte na cruz, o ferro da lança de Longinus, é o momento do Equinócio da Primavera (21-22 de Março: declinação de 0º) quando o Sol cruza o Equador celeste de Sul para Norte, voltando a alumiar os céus setentrionais, dando-se assim a passagem para Touro (regido por Vénus), símbolo do amor e da subida ao Reino dos Céus, ou regresso à «Casa do Pai». Toda esta «liturgia» culmina em pleno no Ritual do Solstício de Verão (21-22 de Junho), que já era celebrado nos antigos Mistérios como festa das messes e das colheitas, e cujo exemplo literário mais conhecido é o clássico de Shakespeare, A Midsummer Night’s Dream, um grande festival esotérico das fadas e dos silfos, em que intervêm o rei das fadas, Oberon, e a rainha das fadas, Titania. A liturgia cristã associa este tempo ao festejo de S. João o Baptista, o Precursor (24 de Junho), que antecede e anuncia o Solstício seguinte, o de Inverno, ou o Natal do Cristo: daí as palavras de João o Baptista: «Fui enviado adiante d’Ele» (João 3, 28) e «Ele há-de crescer, e eu diminuir» (João 3, 30).
Por sua vez a Páscoa cristã acabou por ficar definida, pela Igreja, de acordo com a data adoptada pelas primitivas comunidades iniciáticas cristãs, e que envolve uma relação Soli-Lunar: celebra-se no primeiro Domingo após a primeira Lua cheia após o Equinócio da Primavera. Esta relação, de um ponto de vista esotérico, era importante para simbolizar o significado cósmico desse evento: o Sol e a Lua são igualmente indispensáveis, pois não se trata apenas dum festival solar. O Sol tem de «cruzar» o Equador (Crucificação), como o faz no Equinócio Vernal, mas a sua luz tem de se reflectir na terra através da Lua cheia, antes que a Ressurreição (iniciática) possa ocorrer. Isto significa que a humanidade ainda não atingiu o grau de evolução suficiente para receber em pleno a «Religião do Sol», do Cristo-Logos (Cristo Cósmico), ou seja, da «Irmandade Universal», e que ainda precisa das Leis dadas pelas Religiões Lunares, diversificadas consoante as raças, nações, etc.
Outras comunidades, que haviam perdido o simbolismo oculto deste facto, adoptaram outras datas, como por exemplo o regresso à «verdadeira» Páscoa histórica ou Páscoa judaica, Pesach, no dia 14 do mês de Nisan[1]. Isto gerou controvérsias que chegaram a durar até ao século VIII. A Igreja Ortodoxa oriental adoptou uma data diferente da das Igrejas ocidentais, de modo que a Páscoa ortodoxa pode umas vezes coincidir com a Páscoa católica e protestante e outras vez ocorrer uma e até quatro ou cinco semanas depois.
Antes de concluir, talvez valha a pena reflectir um pouco sobre alguma dúvidas que podem assaltar as pessoas que vivem no hemisfério sul do planeta Terra, sobre se os influxos ensinados por Max Heindel para o hemisfério norte também se lhes aplicam, ou não, e em que medida. Aparentemente, o hemisfério sul do planeta Terra não é «contemplado» nas alegorias associadas ao Rosacrucismo e à Astrologia — e não só: o Hermetismo e a Cabala também estão vocacionados, praticamente, para os céus do hemisfério norte.
Dois aspectos têm de ser considerados: o aspecto diacrónico, ou o que se passou historicamente, e o aspecto sincrónico, ou o que se passa na actualidade.

(1) Historicamente: — Os diversos esoterismos que surgiram e se desenvolveram ao longo da história, assentam nos seguintes «corpos disciplinares»: Astrologia, Alquimia (Hermetismo), Magia e Cabala. O Sol e a Lua, os sete planetas e as 12 signos zodiacais constituem, naturalmente, uma antiquíssima matriz sobre a qual se construiu todo um sistema vital para os seres humanos, atendendo à importância que tinha (e ainda tem!) o conhecimento das estações, das chuvas, dos degelos, dos calores estivais, dos eclipses, das hibernações, etc. etc., enfim, todos os fenómenos que se repetem ao longo do ano e que afectam o «calendário», que importa conhecer para controlar a continuidade de vida, quer vegetal quer animal. Ora as grandes civilizações da história da humanidade desenvolveram-se no hemisfério norte: China, India, Japão, Pérsia, Suméria, Assíria, Babilónia, Egipto, Frígia, Grécia, Roma, Islão, etc., e até, além-Atlântico, os Maias, os Quichés, os Aztecas, etc. (A única excepção é o império Inca, a sul do equador, destruído no século XVI pelos Espanhóis).
As Astrologias daqueles povos eram naturalmente muito semelhantes, e acabaram por ser unificadas, de certo modo, depois das conquistas de Alexandre Magno (menos, claro, as do continente americano que ainda não era conhecido...), passando para o Ocidente por obra do famoso livro de Ptolomeu intitulado Tetrabiblos (séc. II d.C.). Não surpreende, portanto, que tenha surgido toda uma ritualização dos fenómenos celestes associada à religião e ao esoterismo: o Natal / Solstício de Inverno, Páscoa / Equinócio de Primavera, etc, bem como os festivais de fertilidade, das sementeiras, das colheitas, etc. associados aos fenómenos celestes, soli-lunares, zodiacais, etc. A associação do Cristo ao «Sol de Glória», ainda hoje corrente na Igreja católica, como vimos atrás, continua a ser um testemunho disso, para além de muitas outras ocorrências que se encontram tanto nas religiões de Mistérios como nos actuais esoterismos — rosacrucistas ou outros.

(2) Actualmente: — Antes da saga dos Descobrimentos (séculos XV e XVI), as regiões do hemisfério sul, constituídas por pouco mais do que uma parte da América do Sul, a metade inferior da África, e a Oceânia, eram habitadas por povos proto-históricos com pouco ou nenhum impacto civilizacional nas nossas culturas. Com a «colonização» dessas regiões pelos povos do Norte, os mitos civilizacionais destes povos foram naturalmente implantados no Sul, incluindo os ritos e as festividades associados não só à religião, mas também aos mitos e aos ciclos astrológicos correlativos. Entretanto, as regiões do Sul que de início eram apenas «extensões» civilizacionais do Norte, foram assumindo progressivamente uma grande importância, com as sucessivas independências e autonomização cultural de países como a Argentina, o Brasil, o Chile, a África do Sul, Angola, Moçambique, Austrália, etc. etc. — Como as estações se apresentam invertidas em ambos os hemisférios — quando no Norte é Verão no Sul é Inverno, quando no Norte é Primavera no Sul é Outono — cria-se uma situação relativamente estranha nesses novos países do Sul, que naturalmente importaram os «mitos» do Norte donde provieram, mantendo as datas, mas com aspectos contrários: o Natal, por exemplo, é igualmente festejado no Norte e no Sul na mesma data, mas as estações são diferentes.

Há no entanto uma coisa que se mantém idêntica no Norte e no Sul, independentemente da inversão das estações: é a DISTÂNCIA, maior ou menor, a que o Sol se encontra da Terra. A Terra percorre uma elipse em torno do Sol, ao longo do ano, e não uma circunferência perfeita, e o Sol ocupa um dos focos dessa elipse. Por altura do Solstício de Dezembro, o foco em que o Sol se encontra está mais PRÓXIMO da Terra, fazendo portanto com que a Terra seja permeada mais fortemente pela aura do Sol Espiritual, com o correlativo aumento do Fogo Sagrado inspirador de crescimento anímico nos seres humanos. Inversamente, no Solstício de Junho, a Terra está no máximo AFASTAMENTO do Sol, o que provoca uma diminuição de espiritualidade com o correlativa intensificação e pujança de vitalidade física. Portanto, é perfeitamente natural que a partir do Equinócio de Setembro, quando a espiritualidade áurica do Sol começa a aproximar-se e a vitalidade física começa a esbater-se, as pessoas sintam, tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul, um certo afrouxamento do ponto de vista físico, e, em contrapartida, uma maior propensão para o recolhimento interno, para a introvisão e atracção pelo estudo dos mais profundos mistérios da vida.

Em resumo, tanto no Norte como no Sul, ainda que as estações sejam opostas, os influxos quer físicos quer espirituais, decorrentes da distâncial focal da Terra ao Sol, são idênticos.
[1] Esta data celebrava o facto de os Judeus, ao tempo em que estavam no Egipto, terem sido poupados às forças da destruição do «Anjo Exterminador» que matou todos os primogénitos egípcios, incluindo o filho do faraó. O Anjo disse ao Judeus que fizessem nas suas portas uma marca com o «sangue do cordeiro», para significar que eram filhos de Deus, e a devastação sobre o Egipto passou pelas casas deles sem os afectar (Êxodo 12, 15-51).
                 

Os egípcios,

 
Os egípcios, com seu fabuloso conhecimento a respeito da ciência das estrelas, criaram uma série de gravuras representando simbolicamente o caminho do Cristo Solar através dos doze signos do Zodíaco. Há duas importantes representações de Pe...ixes no simbolismo do Tarô. Um representa um indivíduo sem sentidos, ilustrado por um homem enforcado, com um pé sobre o joelho oposto, formando assim uma cruz. A outra representação é uma alma iluminada simbolizada por um casal apaixonado em pé, de mãos dadas, e rodeado por uma grinalda de folhas verdes significando a imortalidade. A grinalda indica a ressurreição do Cristo planetário por ocasião do Equinócio da Primavera.
Saint Germain comparou a influência deste signo a um cometa brilhante que, misteriosamente, corta o céu como um relâmpago e ilumina, momentaneamente, a Terra que flutua sobre um mar de cor escura, sob o qual acham-se duas mãos entrelaçadas.
O símbolo astrológico de Peixes consiste de dois peixes um ao lado do outro, mas com as cabeças em direções contrárias. Um peixe apenas tem sido amplamente usado para simbolizar o Iniciado porque ele vive nas profundezas misteriosas. Na história de Jonas e da baleia, Jonas permaneceu três dias dentro do corpo do animal, uma alegoria da Iniciação. A história é uma descrição velada da introdução aos Mistérios Menores, conforme eram observados nos Templos pré-cristãos. Esse mesmo modelo é repetido na vida de Cristo, que passou três dias nos reinos internos da Terra durante o intervalo entre Sua Crucificação e Sua Ressurreição. Vale relembrar que o símbolo do peixe foi usado como uma senha entre os primeiros cristãos e por eles usado de vários modos como um símbolo místico. O signo de Peixes tem dois regentes, Júpiter e Netuno. Júpiter é o planeta da Lei e da Ordem. Sob sua influência, a Idade de Peixes testemunhou o desenvolvimento da Igreja Esotérica, da qual duas proeminentes características foram a água (Peixes) e o pão (Virgem). Cristo Jesus rasgou o véu diante do Templo da Iniciação no limiar da Idade de Peixes, abrindo a porta para “todo aquele que quisesse” entrar. Os que respondem a esse chamado ficam sob a influência de Netuno, o regente espiritual de Peixes. Sob Netuno, eles aprendem a percorrer o caminho que os conduz à libertação, o tipo de liberdade que pertence aos filhos de Deus, da qual Paulo falou.
Em relação ao desenvolvimento do homem, o trabalho da Idade de Peixes tem sido direcionado para a purificação de sua natureza de desejo. Assim, vemos a batalha para o controle emocional e da alma como sendo a mais importante provação dos Santos medievais e dos personagens que aparecem nas lendas do Santo Graal. O mais elevado objetivo do trabalho de Peixes tem sido a transmutação das emoções básicas em poderes anímicos através da devoção, como ilustrado nas visões extasiadas dos religiosos devotos enclausurados.
Peixes é o último dos doze signos do Zodíaco e contém o sumário final das experiências cármicas pertencentes a um completo ciclo de vida. Por esse motivo, ele tem sido chamado o signo das lágrimas e do sofrimento. Vênus, o planeta do amor pessoal, é exaltado em Peixes. Quando o amor pessoal dos nativos de Peixes é egoísta e possessivo, um Jardim de Getsêmane lhes é muito familiar. A nota chave bíblica de Peixes para esse aspecto é: “Seja feita a vossa Vontade e não a minha.”  Só através de completa submissão e renúncia é que os portões do Jardim do Sofrimento serão fechados para sempre.
Os dois peixes ligados que representam Peixes contêm um profundo significado esotérico. No seu mais alto significado, eles indicam um estado perfeito de equilíbrio. Nas duas colunas do corpo, o templo físico (os dois sistemas nervosos) a força da direita e da esquerda interagem em harmonia, estabelecendo o equilíbrio entre a cabeça e o coração. Através do sistema nervoso cérebro-espinhal, o espírito se comunica com o mundo objetivo e, através do sistema nervoso simpático, ele se comunica com o mundo subjetivo.
Somente dois signos têm Júpiter e Netuno como seus planetas regentes: Câncer e Peixes. Júpiter governa as forças da alma e Netuno, os poderes do espírito. A peregrinação zodiacal sob Peixes irá unir a essência divina da alma com os poderes do espírito. Esse supremo ideal foi dado à humanidade pela Hierarquia de Câncer e sua consecução será consumada sob a orientação de Peixes. A humanidade perfeita fará sua morada na Constelação de Peixes, apropriadamente descrita por aquela figura de um homem e uma moça, de mãos dadas, dentro de uma grinalda sempre verde. Esses seres perfeitos fizeram jus à vida imortal e à eterna juventude. A nota chave bíblica de Peixes, primeiramente soada pela Hierarquia de Peixes no grande Fiat Criador, “Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança”, ressoará então triunfalmente por toda a Terra.
Uma antiga máxima astrológica declara que o nativo de Peixes está tão próximo do monte da pureza e da divindade, por um lado, e do abismo caótico da autodestruição, por outro, que tanto os anjos como os demônios permanecem a seu lado para apressá-lo na escolha do caminho a seguir. O hieróglifo acompanhando esta descrição é o de uma linda mulher. Um gênio acha-se ajoelhado a seus pés oferecendo-lhe as riquezas da Terra, enquanto um anjo paira sobre sua cabeça, oferecendo-lhe tesouros celestiais, retratando, assim, a natureza dual de Peixes. Os nativos desse signo podem planar nas alturas da inspiração e muitas das mais privilegiadas almas do mundo aí se encontram, mas ocorre freqüentemente que seus dons são desperdiçados através de suas indulgências para com as desenfreadas emoções do signo. Peixes é o décimo-segundo signo. Quem nasce sob essa configuração está completando uma série de vidas terrenas e está, por conseguinte, ocupado em limpar dívidas cármicas engendradas no passado. A vida do pisceano é usualmente rica em várias experiências e sobrecarregada de várias responsabilidades. Vênus, aqui exaltado, proclama que os sofrimentos de Peixes normalmente dão origem a obstinados comprometimentos pessoais. Peixes regenerado significa morte do eu pessoal e vida da alma imortal. A morte mística nesse signo ocorre sob as forças de Netuno, planeta da Iniciação. Os que passam através dessas experiências tornam-se pioneiros da Nova Idade.
                 

SUGESTÕES PARA CIRURGIAS

Foto: SUGESTÕES PARA CIRURGIAS SUGESTÕES PARA CIRURGIAS Medidas para aliviar a dor e a doença nem sempre podem ser proteladas para um momento propício, mas quando isto for possível o estudante perceberá que os tratamentos terapêuticos dados sob raios planetários favoráveis são muito mais eficazes e bem-sucedidos do que quando aplicados ao acaso. Portanto, as seguintes sugestões poderão ser de grande valia. Regras para operações cirúrgicas: Cirurgiões que já observaram e tabularam esta matéria informam-nos que as operações realizadas quando a Lua está crescendo em luminosidade são geralmente mais bem-sucedidas, s menos sujeitas a complicações, e cicatrizam com mais rapidez do que operações realizadas quando a Lua está minguando em luminosidade. Uma das questões de Astrologia que intriga o principiante é a da Lua crescente ou minguante. Trabalhos astrológicos usam frequentemente estas expressões ao tabularem os efeitos das diversas configurações. Acreditamos que as explicações seguintes possam ser úteis ao público em geral e ao estudante que inicia seus estudos em Astrologia. Todo mês a Lua forma uma conjunção com o Sol, e essa conjunção dos luminares é chamada Lunação, ou Lua Nova. Após a conjunção ou Lua Nova, o Luminar da Noite pode ser visto no céu ocidental, perto do horizonte, como um delgado arco lunar. Dia após dia a superfície iluminada fica maior, de maneira que quando ela forma uma oposição ao Sol sua luminosidade alcança o grau máximo, e, nessa ocasião, chamamo-la de Lua Cheia; ela então se levanta no céu oriental no mesmo instante em que o Sol se opõe no Ocidente. A partir daí, e durante uma quinzena, nota-se que ela desponta à noite cada vez mais tarde; ao mesmo tempo a parte iluminada de seu disco vai diminuindo até pouco antes da conjunção seguinte, ou Lua Nova, de modo que os madrugadores podem vê-la no céu oriental, pouco antes da alvorada, como um arco muito delgado na abóbada celeste. Portanto, a Lua aumenta em luminosidade a partir do momento de sua conjunção, ou seja Lua Nova, até a oposição, ou seja Lua Cheia; e da Lua Cheia até a Lua Nova seguinte diminui em luminosidade. Os momentos da Lua Nova, lua Cheia e eclipses são dados todo mês em nossas Efemérides Científicas Simplificadas, as quais podemos consultar, e também em Almanaques Anuais de Astrologia, como o Almanaque do Pensamento. Quando uma operação cirúrgica parecer inevitável, consulte as Efemérides; se a Lua estiver transitando no signo que rege a parte do corpo que vai ser operada, protele-a por um ou dois dias, até que o Luminar esteja bem dentro do signo seguinte. Isto minimizará o perigo de complicações, e como frequentemente os sintomas mudam, a operação pode até ser evitada. Regras gerais: Opere se possível em Lua Crescente ( fluxo lunar positivo). Evite operar por ocasião da mudança de Lua. Para uma cirurgia eletiva, escolha-se um momento em que a Lua esteja crescendo ou, conforme se diz popularmente, à Luz da Lua. Evite operar no exato momento de Lua Cheia ( Lua em Oposição ao Sol ). Na fase de Lua Cheia, as marés ficam mais altas, as medulas ósseas são mais volumosas, e as ostras ficam mais cheias do que em qualquer outra ocasião. A temperatura das febres também é mais elevada. Evite operar quando a Lua transita o mesmo signo que ocupava no momento de nascimento. Cirurgias não devem ser efetuadas quando a Lua transita no signo que governa a parte do corpo a ser operada. Riscos de complicações aumentam se a Lua também estiver em conjunção, quadratura ou em oposição à Netuno, Urano, Saturno ou Marte nesta época. Ptolomeu disse: “ Não se façam incisões com instrumentos de ferro naquela parte do corpo governada pelo signo em que de fato se encontre a Lua.” Espere um ou dois dias, até que a Lua passe para o próximo signo. Esta regra deveria ser especialmente observada em grandes cirurgias. Evite operar quando a Lua forme um aspecto de quadratura ou oposição com o Sol, Saturno, ou Marte. É favorável operar quando a Lua está em fluxo positivo (crescente lunar ) e em sextil ou trino com Júpiter ou Vênus e não configure conjunção , quadratura ou oposição a Marte. É favorável operar quando a Lua passa por signos fixos ( Touro, Leão, Escorpião e Aquário ) , exceto quando as partes do corpo a serem operadas sejam respectivamente regidas por algum destes signos ou quando algum destes signos lunares também esteja no Ascendente. Evite períodos em que a Lua forme aspectos com Marte, que traz riscos de inflamações e complicações pós-operatórias. Evite operar quando o Sol transita o signo que rege o órgão ou parte do corpo a ser operada. Não opere quando a Lua está em combustão, ou numa órbita de 17 graus do Sol, e quando ambos configuram simultaneamente uma oposição a Marte . Cirurgias são favorecidas quando a Lua está livre de qualquer aflição planetária. Cirurgias são favorecidas quando Júpiter, Vênus, e o regente do Ascendente esteja no Ascendente ( Primeira Casa do mapa radical ) ou no Meio do Céu ( elevado na Décima Casa do mapa radical ) e livres de aflição por parte de Marte ( seja por conjunção, quadratura ou oposição). A hora planetária regida por Marte não é favorável para intervenções cirúrgicas. (consulte o anexo do livro “Astrologia Científica Simplificada, de Max Heindel e o site <a href=

Edwall, ex-presidente da The Rosicrucian Fellowship). Evite neurocirurgias e amputações quando Mercúrio está mal aspectado. Olhemos sempre os aspectos benéficos em um horóscopo, buscando as indicações relativas a como e quando tratar. Suponhamos que o Sol, doador da vida, esteja em quadratura com Saturno, o planeta da estagnação e da morte. A tendência é tirar a vitalidade da pessoa, de forma que se ela ficar doente a recuperação poderá ser muito lenta. Então, para o tratamento mais efetivo e energizante, aplique o princípio dos regentes do dia e da hora, como é dado na nossa obra “Astrologia Científica Simplificada”; escolha o dia do sol ( domingo) e as horas regidas pelo Sol em qualquer dia. Tratamentos nos dias de Marte ( terça-feira0 , e nas horas regidas por Marte em qualquer dia, também atuarão de forma surpreendente. O mesmo se dá com os outros planetas: sua virtude e poder são maiores nos dias regidos por eles. Mas os assim chamados maléficos também possuem suas virtudes. Cataplasmas para extrair a supuração de uma ferida, ou para trazer à superfície um furúnculo, são mais eficazes no quente e inflamatório dia de Marte ( terça-feira ) , ou nas horas de Marte em qualquer dia. Aplicações feitas para desinflamar um inchaço são mais bem-sucedidas quando feitas no dia de Saturno, o planeta da supressão, ou em suas horas a qualquer dia. Tratamentos recebidos nos dias e horas dos planetas bem aspectados no horóscopo do paciente são sempre mais poderosos e benéficos do que o seriam se aplicados nas horas e dias regidos por seus planetas afligidos nos radicais" 
 
 
SUGESTÕES PARA CIRURGIAS

Medidas para aliviar a dor e a doença nem sempre podem ser proteladas para um momento propício, mas quando isto for possível o estudante perceberá que os tratamentos terapêuticos dados sob... raios planetários favoráveis são muito mais eficazes e bem-sucedidos do que quando aplicados ao acaso. Portanto, as seguintes sugestões poderão ser de grande valia.

Regras para operações cirúrgicas:

Cirurgiões que já observaram e tabularam esta matéria informam-nos que as operações realizadas quando a Lua está crescendo em luminosidade são geralmente mais bem-sucedidas, s menos sujeitas a complicações, e cicatrizam com mais rapidez do que operações realizadas quando a Lua está minguando em luminosidade.

Uma das questões de Astrologia que intriga o principiante é a da Lua crescente ou minguante. Trabalhos astrológicos usam frequentemente estas expressões ao tabularem os efeitos das diversas configurações. Acreditamos que as explicações seguintes possam ser úteis ao público em geral e ao estudante que inicia seus estudos em Astrologia.

Todo mês a Lua forma uma conjunção com o Sol, e essa conjunção dos luminares é chamada Lunação, ou Lua Nova. Após a conjunção ou Lua Nova, o Luminar da Noite pode ser visto no céu ocidental, perto do horizonte, como um delgado arco lunar. Dia após dia a superfície iluminada fica maior, de maneira que quando ela forma uma oposição ao Sol sua luminosidade alcança o grau máximo, e, nessa ocasião, chamamo-la de Lua Cheia; ela então se levanta no céu oriental no mesmo instante em que o Sol se opõe no Ocidente. A partir daí, e durante uma quinzena, nota-se que ela desponta à noite cada vez mais tarde; ao mesmo tempo a parte iluminada de seu disco vai diminuindo até pouco antes da conjunção seguinte, ou Lua Nova, de modo que os madrugadores podem vê-la no céu oriental, pouco antes da alvorada, como um arco muito delgado na abóbada celeste. Portanto, a Lua aumenta em luminosidade a partir do momento de sua conjunção, ou seja Lua Nova, até a oposição, ou seja Lua Cheia; e da Lua Cheia até a Lua Nova seguinte diminui em luminosidade. Os momentos da Lua Nova, lua Cheia e eclipses são dados todo mês em nossas Efemérides Científicas Simplificadas, as quais podemos consultar, e também em Almanaques Anuais de Astrologia, como o Almanaque do Pensamento.

Quando uma operação cirúrgica parecer inevitável, consulte as Efemérides; se a Lua estiver transitando no signo que rege a parte do corpo que vai ser operada, protele-a por um ou dois dias, até que o Luminar esteja bem dentro do signo seguinte. Isto minimizará o perigo de complicações, e como frequentemente os sintomas mudam, a operação pode até ser evitada.

Regras gerais:



Opere se possível em Lua Crescente ( fluxo lunar positivo). Evite operar  por ocasião da mudança de Lua. Para uma cirurgia eletiva, escolha-se  um momento em que a Lua esteja crescendo ou, conforme se diz popularmente, à Luz da Lua.
Evite operar no exato momento de Lua Cheia ( Lua em Oposição ao Sol ). Na fase de Lua Cheia, as marés ficam mais altas,  as medulas ósseas são mais volumosas, e as ostras ficam mais cheias do que em qualquer outra ocasião. A temperatura das febres também é mais elevada.
Evite operar quando a Lua transita o mesmo signo que ocupava no momento de nascimento.
Cirurgias não devem ser efetuadas quando a Lua transita no signo que governa a parte do corpo a ser operada. Riscos de complicações aumentam se a Lua também estiver em conjunção, quadratura ou em oposição à Netuno, Urano, Saturno ou Marte nesta época.   Ptolomeu disse: “ Não se façam incisões com instrumentos de ferro naquela parte do corpo governada pelo signo em que de fato se encontre a Lua.” Espere um ou dois dias, até que a Lua passe para o próximo signo. Esta regra deveria ser especialmente observada em grandes cirurgias.
Evite operar quando a Lua forme um  aspecto de quadratura ou oposição com o Sol, Saturno, ou Marte.
É favorável operar  quando a Lua está em fluxo positivo (crescente lunar ) e em sextil ou trino com Júpiter ou Vênus e não configure  conjunção , quadratura ou oposição a Marte.
É favorável operar  quando a Lua passa por signos fixos ( Touro, Leão, Escorpião e Aquário ) , exceto quando as partes do corpo a serem operadas sejam respectivamente regidas por algum destes signos ou quando algum destes  signos lunares também  esteja no Ascendente.
Evite períodos em que a Lua forme aspectos com Marte, que traz riscos de inflamações e complicações pós-operatórias.
Evite operar quando o Sol transita o signo que rege o órgão ou parte do corpo a ser operada.
Não opere quando a Lua está em combustão, ou numa órbita de 17 graus do Sol, e quando ambos configuram simultaneamente uma oposição a Marte .
Cirurgias são favorecidas quando a Lua está livre de qualquer aflição planetária.
Cirurgias são favorecidas quando Júpiter, Vênus, e o regente do Ascendente esteja no Ascendente ( Primeira Casa do mapa radical ) ou no Meio do Céu ( elevado na Décima Casa do mapa radical ) e livres de aflição por parte de Marte ( seja por conjunção, quadratura ou oposição).
A hora planetária regida por Marte não é favorável para intervenções cirúrgicas. (consulte o anexo do livro “Astrologia Científica Simplificada, de Max Heindel  e o site presidente da The Rosicrucian Fellowship).
Evite neurocirurgias e amputações quando Mercúrio está mal aspectado.
Olhemos sempre os aspectos benéficos em um horóscopo, buscando as indicações relativas a como e quando tratar. Suponhamos que o Sol, doador da vida, esteja em quadratura com Saturno, o planeta da estagnação e da morte. A tendência é tirar a vitalidade da pessoa, de forma que se ela ficar doente a recuperação poderá ser muito lenta. Então, para o tratamento mais efetivo e energizante, aplique o princípio dos regentes do dia e da hora, como é dado na nossa obra “Astrologia Científica Simplificada”; escolha o dia do sol ( domingo) e as horas regidas pelo Sol em qualquer dia. Tratamentos nos dias de Marte ( terça-feira0 , e nas horas regidas por Marte em qualquer dia, também atuarão de forma surpreendente. O mesmo se dá com os outros planetas: sua virtude e poder são maiores nos dias regidos por eles.

Mas os assim chamados maléficos também possuem suas virtudes. Cataplasmas para extrair a supuração de uma ferida, ou para trazer à superfície um furúnculo, são mais eficazes no quente e inflamatório dia de Marte ( terça-feira ) , ou nas horas de Marte em qualquer dia. Aplicações feitas para desinflamar um inchaço são mais bem-sucedidas quando feitas no dia de Saturno, o planeta da supressão, ou em suas horas a qualquer dia.

Tratamentos recebidos nos dias e horas dos planetas bem aspectados no horóscopo do paciente são sempre mais poderosos e benéficos do que o seriam se aplicados nas horas e dias regidos por seus planetas afligidos nos radicais
                 

MEDIUNIDADE

Foto: MEDIUNIDADE O médium é um clarividente involuntário ou negativo que tem os corpos denso e vital frouxamente conectados e sob o controle de um espírito do Mundo do Desejo. É o mesmo caso de um hipnotizador e sua vítima no mundo físico. No caso de um médium de transe, todas as suas experiências espirituais acontecem enquanto seu corpo físico permanece inconsciente ou em transe. O Ego, revestido pelos corpos mental e de desejos, abandona o corpo físico. O espírito-guia o controla e penetra seu corpo. Esta mesma separação ocorre no estado de sono, com a diferença de que, no sono, o corpo permanece desabitado. O espírito de controle se apodera do corpo físico do médium e o usa para seus próprios fins, às vezes com grande prejuízo para o médium. Por exemplo, quando tal espírito de controle foi em vida um viciado em drogas ou um libertino, ele usará esse veículo para satisfazer sua sede de bebida alcoólica ou suas paixões inferiores. Nunca enfatizaremos suficientemente a importância do corpo físico como nosso mais valioso instrumento e o grave erro que se comete quando o entregamos a um espírito de controle ou a um hipnotizador. Um espírito de controle é uma réplica exata de um hipnotizador, com a exceção de que o primeiro é invisível e tem mais poder sobre sua 3 vítima. Este espírito é considerado como um ser elevado ou um anjo incapaz de causar dano e desejoso de ajudar a disseminar a verdade. De fato, não há poder transformador na morte. O pecador não se converte em santo nem o ignorante em sábio ao morrer e é uma realidade triste para o clarividente treinado ver como os espíritos-guias ou de controle se impõem às suas vítimas incautas que não podem distinguir nem compreender o verdadeiro caráter destes impostores, aceitando suas frases melosas e ocas como sabedoria divina. Ainda que estes espíritos tenham trazido algum benefício ao provarem, fora de toda dúvida, a continuidade da vida depois da morte, fizeram também muito mal aos médiuns. É de se esperar que espíritos de alta natureza ética ou grande desenvolvimento espiritual não controlem o médium totalmente. Os espíritos errantes, ou de baixa categoria, agem assim para terem um veículo a fim de satisfazerem suas ânsias de bebida e sexo. Desta forma, causam estragos no corpo do médium. No caso de médiuns materializadores, o espírito-guia põe a vítima em transe e extrai o éter de seu corpo vital através do baço. Este éter, ele usa para as materializações. Como dissemos anteriormente, a única diferença entre um médium e uma pessoa comum é a frouxidão entre seus corpos denso e vital. Esta frouxidão permite ao espírito de controle ou guia extrair o éter quase que por completo. O corpo vital é o veículo que especializa a energia solar que nos dá vitalidade. Privado de seu princípio vitalizante, o corpo do médium, no momento da materialização, encolhe-se. A carne se torna branda e a chispa de vida apenas arde. Quando termina a sessão e o corpo vital é devolvido ao médium, este desperta. Sente-se extenuado e, algumas vezes, recorre à bebida para repor suas forças. Nestes casos, a saúde se debilita e o médium se converte em uma ruína humana. Desgraçadamente, a grande maioria dos médiuns não está consciente destes perigos, especialmente dos perigos que o ameaçam ao morrer. Então, seu guia pode-se apoderar do corpo de desejos. Ainda em vida, se o médium procurar evitar que ele use seu corpo impunemente, sentirá que não tem poder para impedi-lo. Ao morrer o médium e os dois espíritos se encontrarem frente a frente, os perigos são ainda maiores. Sabe-se de casos em que o médium repudiou e tratou de escapar ao domínio de seu guia, porém, não conseguiu. Estava indefeso. Alguns médiuns confessaram como foram empurrados irresistivelmente ao crime ou ao suicídio por estes guias ou espíritos de controle. Rogaram para que fossem deixados em paz, mas foi em vão. Muito raras vezes, ouve-se dizer que estes guias mostraram piedade. Uma vez que a pessoa se converte em médium, não tem escapatória. Não pode impedir que o guia entre em seu corpo. Enquanto o médium é dócil e obediente, tudo vai bem, porém, se protesta e desobedece, verá que o guia tem domínio e esporas e as usa sem misericórdia.
 
 
 
MEDIUNIDADE
O médium é um clarividente involuntário ou negativo que tem os corpos denso e vital frouxamente conectados e sob o controle de um espírito do Mundo do Desejo. É o mesmo caso de um hipnotizador e sua vítima no mundo físico. No ...caso de um médium de transe, todas as suas experiências espirituais acontecem enquanto seu corpo físico permanece inconsciente ou em transe. O Ego, revestido pelos corpos mental e de desejos, abandona o corpo físico. O espírito-guia o controla e penetra seu corpo. Esta mesma separação ocorre no estado de sono, com a diferença de que, no sono, o corpo permanece desabitado. O espírito de controle se apodera do corpo físico do médium e o usa para seus próprios fins, às vezes com grande prejuízo para o médium. Por exemplo, quando tal espírito de controle foi em vida um viciado em drogas ou um libertino, ele usará esse veículo para satisfazer sua sede de bebida alcoólica ou suas paixões inferiores. Nunca enfatizaremos suficientemente a importância do corpo físico como nosso mais valioso instrumento e o grave erro que se comete quando o entregamos a um espírito de controle ou a um hipnotizador. Um espírito de controle é uma réplica exata de um hipnotizador, com a exceção de que o primeiro é invisível e tem mais poder sobre sua 3 vítima. Este espírito é considerado como um ser elevado ou um anjo incapaz de causar dano e desejoso de ajudar a disseminar a verdade. De fato, não há poder transformador na morte. O pecador não se converte em santo nem o ignorante em sábio ao morrer e é uma realidade triste para o clarividente treinado ver como os espíritos-guias ou de controle se impõem às suas vítimas incautas que não podem distinguir nem compreender o verdadeiro caráter destes impostores, aceitando suas frases melosas e ocas como sabedoria divina. Ainda que estes espíritos tenham trazido algum benefício ao provarem, fora de toda dúvida, a continuidade da vida depois da morte, fizeram também muito mal aos médiuns. É de se esperar que espíritos de alta natureza ética ou grande desenvolvimento espiritual não controlem o médium totalmente. Os espíritos errantes, ou de baixa categoria, agem assim para terem um veículo a fim de satisfazerem suas ânsias de bebida e sexo. Desta forma, causam estragos no corpo do médium. No caso de médiuns materializadores, o espírito-guia põe a vítima em transe e extrai o éter de seu corpo vital através do baço. Este éter, ele usa para as materializações. Como dissemos anteriormente, a única diferença entre um médium e uma pessoa comum é a frouxidão entre seus corpos denso e vital. Esta frouxidão permite ao espírito de controle ou guia extrair o éter quase que por completo. O corpo vital é o veículo que especializa a energia solar que nos dá vitalidade. Privado de seu princípio vitalizante, o corpo do médium, no momento da materialização, encolhe-se. A carne se torna branda e a chispa de vida apenas arde. Quando termina a sessão e o corpo vital é devolvido ao médium, este desperta. Sente-se extenuado e, algumas vezes, recorre à bebida para repor suas forças. Nestes casos, a saúde se debilita e o médium se converte em uma ruína humana. Desgraçadamente, a grande maioria dos médiuns não está consciente destes perigos, especialmente dos perigos que o ameaçam ao morrer. Então, seu guia pode-se apoderar do corpo de desejos. Ainda em vida, se o médium procurar evitar que ele use seu corpo impunemente, sentirá que não tem poder para impedi-lo. Ao morrer o médium e os dois espíritos se encontrarem frente a frente, os perigos são ainda maiores. Sabe-se de casos em que o médium repudiou e tratou de escapar ao domínio de seu guia, porém, não conseguiu. Estava indefeso. Alguns médiuns confessaram como foram empurrados irresistivelmente ao crime ou ao suicídio por estes guias ou espíritos de controle. Rogaram para que fossem deixados em paz, mas foi em vão. Muito raras vezes, ouve-se dizer que estes guias mostraram piedade. Uma vez que a pessoa se converte em médium, não tem escapatória. Não pode impedir que o guia entre em seu corpo. Enquanto o médium é dócil e obediente, tudo vai bem, porém, se protesta e desobedece, verá que o guia tem domínio e esporas e as usa sem misericórdia.

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